Alguns
meses, antes das férias de julho, compareci ao clube do livro. Entre todas as
dicas de livros que foram dadas e comentários sobre eles e da teoria dos dois
gatinhos, fiquei apenas com um nome na cabeça: Nas Sombras. Martelando na
cabeça, ao final do evento, fui à procura do tal livro. Não o encontrei. Deixei
de lado por uma semana, afinal as provas já estavam batendo na porta. Eram
tantos livros que eu teria que ler para fazer a prova ou um trabalho, com
certeza, tempo não teria.
Um
dos livros que li foi o Código da Vinci de Dan Brown - gostei bastante - para
última prova. Terminada as provas decidi que não leria mais. Mas não foi
possível: encontrei outro livro de Dan Brown apenas por R$ 10,00 em uma banca
de jornal - Símbolo Perdido. Comprei e imediatamente comecei a ler. Quando as
poucas páginas restavam para o fim, desesperadamente corri atrás de outro
livro.
Amante
pela leitura, fui correndo a Saraiva mais próxima para encontrar Nas Sombras.
Sim, já que estava com a vontade de ler aguçada então porque não o livro que
antes havia me intrigado. Na Saraiva não tinha. Site era difícil de encontrar.
Cheguei ir a uma Saraiva longe de minha casa - não tenho cartão para comprar
pela internet. Nada. Enfim, em quase desespero, encontrei o livro em uma
livraria da Galileu. Podia ouvir os sinos tocando e a famosa música de Aleluia.
Saquei o dinheiro e paguei. Para melhor a situação, ganhei desconto. Para
melhor ainda mais, minha tia resolver me dar de presente. Absolutamente
incrível.
Com
o Nas Sombras na mão eu ainda tinha que terminar Símbolo Perdido. Então
retornei a lê-lo freneticamente. Mas - sempre tem que ter um, mas -, as férias
são curtas. As aulas já iam começar. Terminei as férias apenas lendo um livro.
Prometi que quando tivesse a primeira oportunidade eu o leria.
Agosto.
Setembro. Por fim, outubro. Feriado do dia 12 de outubro. Dia de Nossa Senhora
de Aparecida. Dia que encontrei a oportunidade de ler Nas Sombras.
A
cada página que passava a história de Jeri Smith Ready me envolvia. Tentava com
olhar com um ar crítico, mais o prazer por simples ler gritava. Ao menos, valeu
toda a espera e o esforço para encontrá-lo.
Narrado
em primeira pessoa, Nas Sombras narra o drama de Aura. O namorado da jovem -
Logan - por um simples ato de estupidez acaba morrendo. Como Aura é nascida
depois da Passagem (evento que aconteceu em nosso mundo no futuro. Todas as
pessoas nascidas após esse evento podem ver fantasmas que apresentam cor roxa e
são presos na imagem do dia mais feliz de suas vidas), ela consegue ver Logan.
Isso torna difícil a tarefa de seguir em frente, pois vive um amor
sobrenatural.
Como
todo um belo romance, para apimentar a história, aparece Zachary.
Zachary
é um aluno de intercâmbio que foi estudar no mesmo colégio de Aura e a ajuda
com seu trabalho escolar. Seu passado, digamos - apenas para não contar spoiler
-, é misterioso. Digamos que ele é o meu personagem favorito empatado com Dylan
(irmão de Logan).
Como
é uma trilogia ainda falta que a autora explique muito coisa sobre o enredo.
Nas sombras foi apenas um livro de apresentação, como qualquer primeiro livro
de uma obra.
Mas
sem dúvida do que eu mais gostei é que não existe um dramalhão, por apenas
complexo da personagem principal. Há realmente um motivo. Quem não choraria por
um namorado que morreu em determinada situação que indiretamente foi por sua
causa? E mesmo você querendo seguir em frente com um carinha novo, a presença
fantasmagórica de seu (ex)namorado te impede. O medo de que ele se chateie e
com isso podendo se transformar numa sombra - fantasma raivoso, fora de
controle e perigoso, causando mal-estar em quem pode vê-lo.
Sem
me alongar mais, tenho que dizer que o livro é bom. E espero que a continuação
me surpreenda e seja melhor ainda apresentando uma levada mais sombria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário